Saúde coletiva é ameaçada por doenças transmitidas por vetores, por Domingos Braga*

1-DomingosO Dia Mundial da Saúde é celebrado anualmente em 7 de abril. A data celebra também, a criação da Organização Mundial de Saúde (OMS), fundada em 1948, e a cada ano, um tema de saúde pública é escolhido para ser amplamente debatido.

Esta data fornece uma oportunidade para as pessoas de todas as comunidades se organizarem em atividades que podem levar a melhorias das condições de saúde coletiva. E quero abordar aqui, neste espaço, um tema que ameaça a saúde coletiva: os riscos das doenças transmitidas por vetores (mosquitos, moscas e/ou carrapatos).

Desde 2013 estamos passando por um aprofundamento crítico na saúde mundial, no qual, a cada dia uma nova epidemia causada por vetores é anunciada. As doenças são mais comuns em áreas tropicais e locais, onde o acesso à água potável e ao saneamento básico são mais precários.

As arboviroses, doenças virais transmitidas ao homem por picada de mosquito, têm representado um grande desafio à saúde pública. Atualmente, as arboviroses que mais comprometem a saúde humana envolvem a Dengue, a Chikungunya e a Zika, que são transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti.

Sabe-se que as doenças transmitidas por vetores causam sérios problemas de saúde aos indivíduos infectados, suas famílias e comunidades. Isso ocorre especialmente nos países pobres que levam a falta a escola ou ao trabalho, à piora no estado de pobreza, o que impacta negativamente na economia e produtividade, gera altos custos no tratamento e sobrecarrega o sistema de saúde publica.

De todos os problemas de saúde citados acima, a consequência de maior impacto é a microcefalia. A principal suspeita é que a Zika esteja causando microcefalia. Já foram encontrados vírus no líquido amniótico que envolve o bebê durante a gravidez e também no líquido cefalorraquidiano (presente no sistema nervoso central) dos bebês que já nasceram e foram diagnosticados com microcefalia.

Por isso, a nossa Confederação,em conjunto com os nossos sindicatos de todo o país, está em campanha junto à Secretaria de Meio Ambiente, contra o mosquito no ambiente de trabalho e arredores. A campanha impacta diretamente na saúde dos trabalhadores e reafirma o conceito do sindicato-cidadão, que estende suas preocupações para além da temática trabalhista com foco no bem-estar do trabalhador/a e sua vida, em todos os aspectos.

Agua é vida não é lugar de mosquito!!

*Secretario de Saúde e Segurança do Trabalho da Contracs/CUT

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