Lula participou de Ato do 1º de Maio em São Paulo

Ex-presidente participou do ato no Anhangabaú, em São Paulo. É a primeira vez que ele marca presença no evento desde 2010.

Lula no 1º de Maio 2015Quando os participantes da comemoração do Diado Trabalhador começaram a chegar ao Vale do Anhangabaú, no Centro de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (01), já se ouvia cochichos de ansiedade. O responsável? O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que compareceu ao evento pela primeira vez desde 2010. O petista subiu ao palco por volta das 14h e logo deu início a mais um de seus tradicionais discursos inflamados – focado desta vez em críticas ao PL 4330 (projeto de lei das terceirizações) e à redução da maioridade penal. Além disso, mandou um “recado” à imprensa e à elite brasileiras.

“Estou quietinho no meu lugar. Não me chame para briga porque sou bom de briga. Não tenho intenção de ser candidato a nada, mas tenho vontade de brigar. Está aceita a provocação. Tentei hesitar. A Dilma é a presidente, quero que ela governe o País. Eu ia ficar quieto para não dizerem que estou de gerência. Pois bem. Aos meus expectadores: agora, vou começar a andar o País outra vez. Vou começar a conversar com o povo brasileiro, trabalhador, desempregado, camponês, empresário”, disse.

O recado, de acordo com o ex-presidente, é “àqueles que não se conformam com o resultado da democracia”. “Desde a vitória da Dilma estão pregando sua queda. Mas eles tem que saber que, se mexer com ela, vão mexer com milhões de brasileiros. E quero pedir a vocês. A gente tem que ter paciência como a mãe da gente tem com a gente. Ela vai governar e tem um programa de 4 anos. Temos que ver o resultado final desse governo. E não tenho dúvida de que daqui a 4 anos vamos estar aqui comemorando o êxito do mandato de Dilma Rousseff”, completou.

O ato foi organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e contou com cerca de outros 30 movimentos sociais e centrais sindicais, entre eles CTB, Intersindical, Coordenação Nacional de Entidades Negras, Marcha Mundial de Mulheres, Movimento dos Atingidos Por Barragens (MAB), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e União Nacional dos Estudantes (UNE).

De acordo com os coletivos, as bandeiras desta edição são contra a aprovação do PL 4330, contra a Medida Provisória 664 (que muda as regras para a concessão do auxílio-doença e pensão por morte), contra a MP 665 (que dificulta o acesso ao seguro-desemprego e ao abono salarial), contra a política de ajuste fiscal e contra o preconceito. As defesas, por sua vez, são da taxação das grandes fortunas, da manutenção do estado democrático de direito, da reforma política como combate à corrupção, da proibição do financiamento empresarial de campanha e da Petrobras.

Dilma posta mensagem do 1º de maio em redes sociais
“Ontem estivemos em reunião com a presidenta e ela disse claramente que é contra a terceirização na atividade fim. Ela concorda com a regulamentação – o que as centrais também concordam – para os milhões de trabalhadores que já são terceirizados”, afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas. “Ela estar aqui hoje ou não é uma posição dela. Ela já se manifestou nas redes sociais sobre esses assuntos. Seria importante ela sair em TV mais aberta. Mas o que importa não é essa disputa que a direita quer fazer sobre ela falar ou não. Importa o que ela vai falar. E ela disse ontem que é contra. Já foi um ganho importante para a gente”, completou.

Cerca de 30 mil pessoas participam da Festa do Trabalhador
Guilherme Boulos, líder do MTST, aproveitou para criticar, mesmo que indiretamente, outros atos do 1° de maio que foram realizados simultaneamente – como o comandado pela Força Sindical, de Paulinho da Força. “Hoje não é dia de comemoração ou festa. É dia de mobilização e luta. Até porque os trabalhadores brasileiros não têm muitos motivos para comemorar ultimamente. Mas têm muitos a reivindicar. Outros movimentos de 1° de maio que fazem sorteio de apartamento ou de ‘festa sei lá do que’ não representam os anseios da classe trabalhadora”.

A programação teve início às 10h com realização de um ato ecumênico seguido de discursos de líderes de movimentos e políticos. Após as 15h foi a vez das apresentações musicais de Alceu Valença, Leci Brandão, Rappin Hood, GOG, Thobias da Vai-Vai e Elizeth Rosa.

Terra

One Response to Lula participou de Ato do 1º de Maio em São Paulo

  1. Irene Alencar de Oliveira Castro

    Que venha o Lula de volta, pois, o Brasil, mesmo com essa perversa desinformação e perseguição patrocinadas pelos grandes grupos econômicos e por parte (grande parte) da mídia imunda, o Brasil de Lula e de Dilma não dá nem para se comparar com o governo Fernando Henrique Cardoso que foi o governo dos juros altíssimos, do desemprego na casa dos 20%, inflação passando dos 84% ao ano, privatizações a preço de banana, roubalheira sem apuração nenhuma, pelo contrário, era tudo engavetado…ninguém investigado, punido e muito menos preso. Foi um período que cada deputado valia 200 mil dólares para votar a reeleição, lembra?
    A caixa econômica, a Petrobras, Banco do Brasil já estavam perto do pregão para serem privatizados; as universidades sucateadas e os filhos dos pobres sem oportunidade nenhuma.
    Hoje o povo come, trabalha, estuda, viaja de avião, tem casa própria e dignidade, E nós nordestinos passamos a fazer parte do Brasil, pois, antes eramos como se fossemos todos jumentos.
    O Brasil está caminhando bem, claro que precisa melhorar e muito, mas, não esqueço o que já vivi por aqui antes do governo Lula/Dilma.
    Parabéns Eliezer pela coragem que tens de defender esse país e o governo, pois, pelo que sei és uma pessoa religiosa e hoje, pela desinformação, reinante, muitos se colocam contra apenas pelo que veem na mídia desonesta. Parabéns mesmo pela sua consciência.
    Um fortíssimo abraço dessa cearense que sonha com um país cada vez mais forte e soberano.
    Irene Alencar, funcionária aposentada do BNB – Fortaleza – CE, 02 de maio de 2015

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