Pela união de todos os trabalhadores/as, em todo o mundo, por Eliezer Gomes*

Eliezer 60 anosNa semana passada, tive o prazer e a oportunidade de participar do I Encontro de Trabalhadores do Setor de Resíduos da América Latina, América Central e México e me surpreendi com as similaridades de trabalho e organização destes trabalhadores e trabalhadoras.

São, em sua maioria, trabalhadores e trabalhadoras de extrema importância para toda a sociedade e, em toda a parte, são quase invisíveis para a população. Além disso, sua organização em diversas partes do mundo também é importante e também deve se dar em nível regional e mundial, não apenas local.

Ao notar semelhanças e diferenças, notei algo que é de extrema valia e importância quando se formam redes de trabalhadores e trabalhadoras de todo mundo: a riqueza da troca de experiência.

Através do encontro da Internacional de Serviços Públicos, a ISP, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs/CUT) pode vivenciar a verdadeira e real solidariedade da classe trabalhadora em nível internacional.

Com os relatos de nosso diretor e companheiro, José Cláudio Oliveira, do Sindlurb-DF, buscamos mostrar aos demais companheiros como a forma de atuação junto à base é não só importante como necessária. E durante o evento, mais uma vez, comprovamos que a troca de experiências enriquece não só a organização sindical como a luta internacional por trabalho decente, condições dignas de trabalho e por uma sociedade justa e igual.

A experiência da Contracs através dos comitês sindicais das redes multinacionais já é um exemplo de solidariedade e troca de saberes e conhecimentos.

Diante desta nova experiência, a Contracs leva consigo o espírito da organização internacional da classe trabalhadora, que deve ser pensada para todos os setores e em todas as categorias – independentemente da empresa que contrata estes trabalhadores e trabalhadoras, afinal com a expansão sem limites do neoliberalismo e da globalização das empresas e dos serviços, cada trabalhador e trabalhadora está, de alguma maneira, sendo explorado pelo capital internacional e deve, unido, resistir e se organizar. Vamos à luta companheiros e companheiras!

*Diretor do Sindicato dos Comerciários da grande João Pessoa – Secretário de Relações Internacionais da Contracs – Historiador e Blogueiro.

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